No entanto, sua eficácia é apoiada por pesquisas sólidas como a de Amy Edmondson. O papel da liderança na promoção da Segurança Psicológica é crucial e abrangente. Líderes eficazes não apenas comunicam a importância desse conceito, mas também o encarnam através de suas ações, decisões e comportamentos. Entretanto, existem inúmeros conteúdos que podem te ajudar a se aprofundar ainda mais no tema. A nossa principal recomendação é o livro “A Organização sem Medo”, da pesquisadora Amy Edmondson.
O fator-chave para o desenvolvimento da segurança psicológica é justamente o principal desafio a se superar. Transformar o ambiente de trabalho em um espaço baseado na confiança não é tão simples quanto parece. Por último, mas não menos importante, a segurança em desafiar se refere à liberdade para sugerir e implementar mudanças dentro da empresa.
Estágio 1 – Priorize a inclusão para criar um sentimento de pertencimento.
Já deu para ter uma boa ideia do por que é interessante investir em segurança psicológica, certo? Mas sua importância vai além dos fatores mencionados, há diversas outras vantagens que tornam essa característica vital para o sucesso das equipes de uma companhia. A segurança psicológica corresponde à construção de um ambiente de trabalho colaborativo e receptivo que estimula as pessoas a serem elas mesmas. Isso promove o compartilhamento de ideias, dúvidas e perspectivas sem que haja o medo de sofrer alguma forma de exposição ou julgamento. Assim, quando não há medo em correr riscos com a inovação e com os erros, há a promoção do crescimento pessoal e profissional do indivíduo, permitindo que os funcionários aprendam e desenvolvam suas habilidades.
Lei 14.831: como criar indicadores de saúde mental no RH
Ao mesmo tempo, eles lideram com a noção de que, ao dar aos trabalhadores segurança para aprender, contribuir e desafiar as práticas, eles criam um ambiente propício à inovação. Segurança Psicológica é a percepção de que o ambiente de trabalho é um lugar seguro para assumir riscos interpessoais. É o conforto e a confiança que os funcionários têm ao expressar suas opiniões, fazer perguntas e oferecer feedbacks sem medo de repreensão.
Assim, as pessoas podem e devem participar ativamente dos processos, mas há políticas organizacionais e objetivos a serem cumpridos. Ela ressalta que consultas psicológicas isoladas ou ações pontuais não são suficientes para lidar com sobrecarga, metas abusivas ou lideranças tóxicas. É necessário aplicar instrumentos objetivos, como escalas psicométricas, para mensurar variáveis como risco de burnout, assédio ou ideação suicida. Esses dados também podem indicar onde há perda de produtividade e maior rotatividade. Aprenda sobre o que é NR1 e suas atualizações, incluindo a gestão de riscos psicossociais, para garantir um ambiente de trabalho seguro e saudável. Essas mudanças representam um avanço importante na legislação brasileira, alinhando-a com as melhores práticas internacionais e reconhecendo a saúde mental como componente essencial da segurança e saúde no trabalho.
falsas crenças sobre segurança psicológica que você precisa esquecer para ser um líder melhor
Aliás, estudos apontam que a segurança psicológica é essencial para que pessoas de diferentes backgrounds peformem melhor juntas. A segurança psicológica, portanto, é um processo que aumenta a autonomia, a confiança e a motivação do colaborador, por meio dos seus 4 estágios — pertencer, aprender, contribuir e desafiar. Contudo, a liberdade não pode ser confundida com a ausência de regras e processos. Nesse sentido, a gestão de pessoas deve equilibrar a sua força, sem ser autoritária, mas também sem alimentar a ideia de “democracia plena”, conforme explicamos acima. Por isso que nos ambientes que carecem de segurança psicológica, as pessoas tendem a evitar compartilhar feedback, admitir erros ou expressar a verdade para seus líderes.
No mundo acelerado e competitivo de hoje, a carreira desempenha um papel significativo no crescimento pessoal, na estabilidade financeira e na satisfação geral com a vida. No entanto, muitos indivíduos encontram-se presos em um ciclo implacável de estagnação e insatisfação, definhando gradualmente em suas vidas profissionais. Avalie sua proporção entre falar e perguntar; observe melhor cada membro da equipe. Quando há atrito social, surge o medo que congela a iniciativa, amarra a criatividade, gera conformidade ao invés de compromisso e reprime o que seria a explosão da inovação. A tarefa do líder é simultaneamente aumentar o atrito intelectual e diminuir o atrito social. Além disso, em culturas onde a vulnerabilidade é segurança psicológica no trabalho vista como uma fraqueza, pode haver resistência à ideia de abrir-se e compartilhar preocupações ou falhas.
Importante ressaltar que, quando os colaboradores se sentem apoiados e seguros, eles experimentam menores níveis de estresse, ansiedade e burnout, bem como melhoram seu bem-estar emocional e possuem maior satisfação no trabalho. Hubert Bonner, professor de psicologia na Ohio Wesleyan University usou o termo no contexto das necessidades humanas de segurança. Além das necessidades fisiológicas e de segurança, um indivíduo precisa acreditar em algo para se sentir seguro, até mesmo apegando-se a essas crenças diante de evidências contrárias, porque elas fornecem “segurança psicológica”.
Para chegar a esse nível, Alessandra comenta que é necessário trabalhar a confiança e o respeito. Identificar o nível atual de segurança psicológica para entender o que precisa ser trabalhado prioritariamente para tornar o ambiente mais seguro e saudável. Pior, na busca pelo resultado acima de tudo, muitas organizações adotam práticas e processos que tornam o ambiente de trabalho tóxico – o que, por sua vez, faz com que as pessoas se sintam inseguras, estressadas e com medo o tempo todo. Os colaboradores devem ser ouvidos sem restrições, mas a palavra final será do líder, lembrando que nem sempre é possível agradar a todos. As normas e os procedimentos continuam existindo e devem ser respeitados, assim como a hierarquia.
É bem claro que liderança tem um papel crucial na criação de uma cultura de Segurança Psicológica. Nesse sentido, os líderes devem ser modelos de comportamento e fornecer um ambiente em que a Segurança Psicológica seja uma prioridade. Aqui, as pessoas se sentem habilitadas para propor mudanças, mesmo que essas ideias sejam contra as opiniões ou práticas dominantes. Uma vez que um indivíduo se sente parte do grupo, o próximo passo é sentir-se seguro para fazer perguntas e adquirir novas habilidades. A vulnerabilidade é o sentimento de exposição, risco e incerteza que as pessoas experimentam quando colocadas em situações novas e desafiadoras. Em geral, isso acontece pelo medo da imperfeição, de fazer algo errado devido à falta de domínio sobre o cenário.
Além disso, quando os funcionários compreendem que suas opiniões são valorizadas, eles se tornam mais engajados e motivados, contribuindo para o bem-estar do ambiente de trabalho. Além disso, essa segurança também proporciona menor taxa de rotatividade, incentivando a diversidade de pensamento e inclusão da equipe. Este estágio exige mais de ambas as partes, um investimento mútuo em que o indivíduo investe esforço e habilidade, e a equipe (seja família, corpo docente ou equipe de trabalho), investe apoio, orientação e direção. Infelizmente, muitas pessoas se sentem assim em relação ao seu local de trabalho. De acordo com uma pesquisa Gallup de 2017, 3 em cada 10 funcionários concordaram fortemente que suas opiniões não contam no trabalho.
A segurança de inclusão é baseada na aceitação humana, independentemente de diferenças como gênero, raça ou status. No início, a empresa esperava que ao combinar habilidades técnicas ou até características de personalidade pudessem determinar o sucesso de um time, mas a resposta encontrada foi outra. Entre os aspectos principais estão a comunicação aberta, aceitação de erros e inclusão nas decisões.
Para isso, é importante pensar em formas de deixar a comunicação mais fluida, facilitando a colaboração. Uma maneira de entender esse cenário é realizando uma avaliação utilizando um processo recomendado por Amy Edmondson, pesquisadora da Harvard Business School na área de Liderança. Isso se manifesta, por exemplo, em iniciativas como a da FecomercioSP, entidade que representa o setor de varejo e serviços no estado de São Paulo. Em abril, a federação solicitou ao governo a prorrogação da entrada em vigência da norma por um ano, alegando que as mudanças trariam custos extras e incertezas na fiscalização, especialmente para pequenas e médias empresas. Uma vez que os riscos estejam bem identificados, é hora de criar bons planos para gerenciá-los de forma eficaz e abrangente.